Sistema de almoxarifado para construtora: o que olhar
As perguntas que separam um sistema que a obra usa de um que vira mais uma tela abandonada, e o que entra na conta além da mensalidade.
Sistema de almoxarifado que a obra não usa é pior que planilha, porque custa dinheiro e ainda dá a sensação de que o problema foi resolvido. As perguntas abaixo são as que mais separam um caso do outro, e nenhuma delas é sobre quantidade de recurso.
1. Quantos cliques tem uma retirada no balcão?
Esta é a pergunta mais importante e quase ninguém faz. O almoxarife atende com fila na frente, muitas vezes com a mão suja. Se registrar uma retirada leva mais que trinta segundos, ele vai anotar no papel para lançar depois, e depois é o mesmo que nunca. Peça uma demonstração dessa tela específica e cronometre.
2. O catálogo de material é único?
Se cada obra pode cadastrar o material do jeito que quiser, em seis meses você tem quatro cimentos. O catálogo precisa ser um só para a empresa, e de preferência o mesmo código que o seu orçamento já usa, senão ninguém consegue comparar o comprado com o previsto.
3. O que acontece quando falta saldo?
Num sistema que entendeu obra, a retirada sem saldo vira pedido de compra sozinha. Num sistema que não entendeu, ela vira uma mensagem de erro, e a compra continua dependendo de alguém avisar por mensagem.
4. Dá para trabalhar com várias obras sem misturar?
Saldo é por obra, sempre. Um total somando três canteiros não é saldo de lugar nenhum e não serve para decidir nada. Ao mesmo tempo, você precisa de uma visão geral para saber onde está o dinheiro parado. As duas coisas juntas, e separadas.
5. Quem pode fazer o quê?
O almoxarife não deveria aprovar a própria compra, e o comprador não deveria dar baixa no estoque. Se o sistema tem um perfil só, ou se todo mundo vira administrador porque é mais fácil, o controle interno que você está tentando montar não existe.
6. Os dados saem?
Pergunte como se exporta o saldo e as movimentações, e em que formato. Sistema do qual não se sai é uma decisão difícil de desfazer. Vale olhar isso antes de entrar, e não no dia em que você quiser sair.
O que entra na conta além da mensalidade
| Item | O que perguntar |
|---|---|
| Forma de cobrança | Por obra, por usuário ou por empresa. Cobrança por usuário costuma terminar em login compartilhado, que destrói o rastreio. |
| Implantação | Tem custo? Quem carrega a base de materiais? |
| Treinamento | Quantas horas, e para quantas pessoas. Almoxarife troca. |
| Fidelidade | Contrato de doze meses numa obra que dura oito é dinheiro jogado fora. |
| Obra que acabou | Você continua pagando por ela? Deveria conseguir inativar. |
E o custo de continuar sem
Ele existe e raramente é medido. Compra em duplicidade, serviço parado esperando material que estava em obra, perda que ninguém explicou na medição. Não precisa de estudo: some as compras urgentes dos últimos três meses e pergunte quantas delas seriam evitáveis com saldo confiável.
Peça um período de uso de verdade, com a sua base de materiais dentro e o seu almoxarife operando o balcão por uma semana. Demonstração mostra o sistema no melhor dia dele; uma semana de obra mostra ele num dia normal.
No Almoxa a cobrança é por obra e o teste é gratuito. Os detalhes de plano estão em qual a diferença entre Essencial e Profissional, e o que a cobrança por obra significa na prática em por que a cobrança é por obra.
Este texto faz parte da Central de Ajuda do Almoxa, o sistema de gestão de materiais de obra da Viável Engenharia de Custos.
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